A residência artística Tecnologia Afetiva, parte do programa Arte do Amanhã 2024, é uma iniciativa do Laboratório de Atividades do Museu do Amanhã (LAA) em parceria com o Instituto da Hora (IDH). Dedicada à experimentação na interseção entre arte, ciência e tecnologia, a convocatória busca artistas para desenvolver propostas que utilizem a tecnologia através de uma lente afetiva. O objetivo central é criar trabalhos que ofereçam caminhos de amor, acolhimento e cura, sendo direcionados especificamente para comunidades negras e indígenas brasileiras.
A base conceitual da residência está firmemente ancorada na obra da escritora e ativista bell hooks, especialmente nos livros "Tudo sobre o Amor" e "Ensinando a Transgredir". Essas referências fundamentam a proposta de utilizar o fazer artístico e tecnológico como ferramentas de transformação social e afetiva, estimulando práticas criativas que promovam o bem-estar e o fortalecimento comunitário. A residência se estabelece como um espaço crucial para pensar a tecnologia a partir de epistemologias e vivências historicamente marginalizadas.
A seleção desta edição de 2024 dá continuidade ao Arte do Amanhã, programa anual do LAA voltado ao estímulo e à capacitação para práticas criativas inovadoras. Inspirada na parceria com o Instituto da Hora, a residência oferecerá um ambiente de imersão e prototipagem no Rio de Janeiro, onde os artistas selecionados poderão desenvolver seus projetos em diálogo com a curadoria e com o espaço do laboratório, consolidando o programa como uma plataforma para a arte contemporânea engajada com as questões sociais e tecnológicas do nosso tempo.
Maria Emília Gomes
Lourdes da Silva
Ygor Gama
Oderiê