Novo relatório do IPCC mostra que as mudanças climáticas são um desafio do hoje.

28/02/2022
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Em um relatório publicado nesta segunda-feira (28), o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU apresenta os impactos atuais e futuros das mudanças climáticas sobre as pessoas e a natureza em todo o planeta.

Para o nosso curador de Sustentabilidade Sérgio Besserman,“o relatório do IPCC traz uma nova compreensão das interconexões entre as causas e as consequências das mudanças do clima, assim como as perdas, prejuízos e os limites à adaptação da sociedade humana e dos ecossistemas”.

Um planeta com mais de 1,5°C (projeção até 2040) será marcado ainda mais pela injustiça climática, perdas impactantes de vidas, de biodiversidade e de infraestrutura nas cidades. Como a Terra é um sistema conectado, estamos falando de um comprometimento global e urgente.

“A evidência científica é inequívoca: as mudanças climáticas são uma ameaça ao bem-estar humano e à saúde do planeta. Qualquer atraso a mais na ação global perderá uma janela breve para garantirmos um futuro habitável”, disse Hans-Otto Pörtner, co-presidente do Grupo de Trabalho II do IPCC durante a divulgação do relatório.

O relatório mostra que as mudanças climáticas são um desafio do hoje — no mundo e no Brasil.

  • Em todo o planeta, entre 3,3 e 3,6 bilhões de pessoas já vivem altamente vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas, assim como uma grande proporção das outras espécies.
  • O aumento das ondas de calor, secas e inundações já está excedendo os limites de tolerância de plantas e animais, causando mortalidade em massa em espécies como árvores e corais. Esses mesmos eventos também expuseram milhões de pessoas à insegurança alimentar e hídrica, especialmente na África, Ásia, América Central e do Sul, em Pequenas Ilhas e no Ártico.
  • A América do Sul está altamente exposta, vulnerável e já é fortemente impactada pelas mudanças no clima — afetando biomas, como, por exemplo, a Amazônia e a saúde da população com o agravamento de doenças como dengue, chikungunya e zika.


Por Museu do Amanhã