Organização

Coletivo Dulcinéia Catadora

Informações Gerais

Nome
Coletivo Dulcinéia Catadora
Dulcinéia Catadora
Descrição
O coletivo Dulcinéia Catadora foi iniciado em 2007 após dois meses de trabalho colaborativo de Lúcia Rosa e Peterson Emboava com integrantes do Eloísa Cartonera durante a 27 Bienal de São Paulo. Atualmente, funciona dentro de uma cooperativa de materiais recicláveis em São Paulo. Edita livros de poesia, de prosa, assim como trabalhos de artistas contemporâneos brasileiros. Os livros são confeccionados por catadoras de papelão e outros profissionais que participam do coletivo.
Área de atuação
PublicaçõesÁrea de Atuação
ReciclagemÁrea de Atuação
SustentabilidadeÁrea de Atuação
Descritivo Resumida

O coletivo Dulcinéia Catadora foi iniciado em 2007 após dois meses de trabalho colaborativo de Lúcia Rosa e Peterson Emboava com integrantes do Eloísa Cartonera durante a 27 Bienal de São Paulo. Atualmente, funciona dentro de uma cooperativa de materiais recicláveis em São Paulo, Brasil e conta com a participação ativa de Andreia Emboava, Maria Dias da Costa, Eminéia dos Santos e Agata Emboava que trabalham diariamente na reciclagem, e Lúcia Rosa.

Edita livros de poesia, de prosa, assim como trabalhos de artistas contemporâneos brasileiros. Os livros são confeccionados por catadoras de papelão e outros profissionais que participam do coletivo. O Dulcinéia tem como ponto fundamental a sustentabilidade, baseando-se numa estratégia de geração de renda que consiste em vender os livros e repassar para as catadoras que os elaboraram o valor da venda, descontados os custos produção.Passamos dos 150 títulos, vendemos mais de 15.000 exemplares.

Dentre os títulos mais relevantes destacamos Salada de Frutas, de Alice Ruiz (poesia), Homens de Papel, de Plínio Marcos (teatro), Marvadas, de Sebastião Nicomedes (poesia), O Monstro e o Minotauro, de Laerte e Paulo Scott (cartoon e poesia), Auto-retrato aos 90 anos, de Manoel de Barros (poesia), Um Livro para Desvendar Mistérios, de Paulo Bruscky, Fabio Catador, de Fabio Morais, Dulcinéia, de Thiago Honório e Ovo, de Lucia M. Loeb.Livretos de contos e poesias de autores novos abrem espaço para um caminho paralelo ao mercado editorial. A confecção dos livros reintegra o descarte em um circuito produtivo, cria uma relação sensível com o material, agrega valor a ele e possibilita a produção coletiva de conteúdos.

Essa é uma forma original de confeccionar livros como um instrumento de resistência e crítica às práticas tradicionais, comerciais, nas mãos do mercado editorial.O processo de trocas e experiências leva ao respeito às diferenças e à soma de experiências. Além disso, busca-se a valorização dos catadores de papel na sociedade e acredita-se na possibilidade de transformação das relações sociais por meio da arte.

Desde o início do coletivo fomos convidados para dar oficinas em vários estados do Brasil. O encontro promovido na Universidade de Wisconsin, EUA, em 2008, que reuniu oito grupos latino-americanos, nos deu uma ideia mais clara da potência desse trabalho e da diversidade de propostas ligadas à manufatura de livros com capas de papelão. Em 2012 estivemos em Maputo, Moçambique, num encontro produtivo com Kutsemba Cartão e das oficinas e o contato intenso que tivemos apareceu outra cartonera, Livaningo Cartão.

Em 2019, como parte do projeto Activating the Arts, demos oficinas em Londres para pessoas interessadas e/ou ligadas a trabalhos com comunidades.  

Fonte: https://www.dulcineiacatadora.com.br/

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