José Miguel Soares Wisnik é professor, escritor, ensaísta, músico e compositor brasileiro. Possui graduação em Letras-Português (1970), mestrado (1974) e doutorado (1980) em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo (USP), onde também concluiu pós-doutorado (1997) e obteve o título de Livre-Docente (2011) com a tese "Recados da ambivalência brasileira: conto, poesia, canção".
Suas linhas de pesquisa concentram-se nas relações entre literatura, artes e outras áreas do conhecimento, com projetos dedicados a temas como ambivalência e violência brasileiras na literatura e na música.
Ao longo da carreira, Wisnik recebeu diversas premiações de destaque. Na literatura, foi laureado com o Prêmio Jabuti em duas ocasiões: como autor revelação por "O Coro dos Contrários" (1978) e em 2º lugar na categoria Ciências Humanas por "Veneno Remédio – O Futebol e o Brasil" (2009). Pela Fundação Biblioteca Nacional, venceu na categoria Ensaio Literário com "Maquinação do mundo: Drummond e a mineração" (2019). Na música, recebeu prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) por trilhas para teatro e dança, além do Troféu Noel Rosa como revelação de compositor (1989) e premiações em festivais de cinema como Gramado (Kikito, 1989) e Ceará (melhor trilha sonora, 2001).
Em 2009, foi condecorado pelo Ministério da Cultura com a Ordem do Mérito Cultural, em reconhecimento à sua contribuição à cultura brasileira. Sua produção intelectual articula de forma original a interface entre teoria literária, música e pensamento social, consolidando-o como uma das vozes mais influentes do ensaísmo brasileiro contemporâneo.
Fonte: Currículo Lattes
Fotografia: Nino Andres