ExhibitionEvent / Exposição Temporária

Nhande Marandu - A History of Indigenous Ethnomedia

2022-2023
Theme
External Link

General Info

Identifier
MDA.EXP.00045
Name
Nhande Marandu - A History of Indigenous Ethnomedia
Nhande Marandu
A History of Indigenous Ethnomedia
Nhande Marandu - Uma História de Etnomídia Indígena
Nhande Marandu
Uma História de Etnomídia Indígena
Description
The exhibition "Nhande Marandu - A History of Indigenous Ethnomedia" brought together contemporary productions from Indigenous peoples, showing how they have used and continue to use analog and digital communication. In the exhibition, communicators and artists appropriate multiple languages ​​and media to reproduce their own narratives, free from the stereotypes imposed by the dominant colonial culture. From the curatorial work, carried out by Anápuáka Tupinambá, Takumã Kuikuro, Trudruá Dorrico, and Sandra Benites, to the visual identity, writing and translation of texts, audiovisual and sound production, Indigenous professionals participated in the entire creative process. Embracing multiple languages, the exhibition presented a vast collection of photos, music videos, films, visual arts, radio archives, and books by Denilson Baniwa, Ailton Krenak, Zahy Guajajara, Sallisa Rosa, Jaider Esbell, Gustavo Caboco, Brisa Flow, among many other contemporary artists and communicators. The initiative was carried out by the Laboratory of Activities of Tomorrow, with all activities sponsored by Santander.
A exposição Nhande Marandu - Uma história de etnomídia indígena, reuniu produções contemporâneas dos povos indígenas, mostrando como eles já fizeram e fazem comunicação analógica e digital. Na mostra, comunicadores e artistas se apropriam de múltiplas linguagens e mídias para reproduzir suas próprias narrativas, sem os estereótipos impostos pela cultura colonial dominante. Desde a curadoria, realizada por Anápuáka Tupinambá, Takumã Kuikuro, Trudruá Dorrico e Sandra Benites, passando pela identidade visual, redação e tradução de textos, produção audiovisual e sonora, profissionais indígenas participaram de todo o processo criativo. Abraçando múltiplas linguagens, a mostra trouxe um vasto acervo com fotos, videoclipes, filmes, artes visuais, acervos de rádios e livros de Denilson Baniwa, Ailton Krenak, Zahy Guajajara, Sallisa Rosa, Jaider Esbell, Gustavo Caboco, Brisa Flow, entre tantos artistas e comunicadores contemporâneos. A iniciativa foi realizada pelo Laboratório de Atividades do Amanhã, que tem todas as atividades pelo Santander.
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Content

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Multiple Means to Reforest Imaginaries

They made a portrait of you, but it doesn't look like you. You warned them, but no one listened. It was reproduced and spread everywhere. Now, they expect you to look like it.

This violence has been happening to Indigenous peoples since the colonizers named us based on a geographical error. They created a noise called "Indian." A noise that stifles our voices. They used alphabetic writing to belittle us; photography, to register us as objects of study; laws, to implement our tutelage.

We took these tools in hand and built our response to the noise: Indigenous ethnomedia.

We learned what works for our diverse ways of telling stories. We are not afraid of multiplicity; homogenization is more dangerous.

Multiple are also our purposes: we communicate to exchange among ourselves; to denounce and inform non-Indigenous people; to preserve cultures, languages, standing trees; to transform and rebuild.

We are not that first image. We don't need guardianship, just attentive listening and a willingness to leave colonial habits behind. Here are our messages — Nhandê marandu. We are protagonists, authors, producers, and agents.

And this is neither the beginning nor the end of the story.

Anápuàka Tupinambá, Julie Dorrico, Sandra Benites, and Takumã Kuikuro


Múltiplos meios para reflorestar imaginários

Fizeram um retrato seu, mas que não se parece com você. Você avisou, ninguém ouviu. Ele foi reproduzido e espalhado por todo lugar. Agora, esperam que você se pareça com ele.

Essa violência acontece com os povos indígenas desde que os colonizadores nos nomearam a partir de um erro geográfico. Criaram um ruído chamado “índio”. Um ruído que abafa nossas vozes. Usaram a escrita alfabética para nos inferiorizar; a fotografia, para nos registrar como objetos de estudo; as leis, para implementar nossa tutela.

Tomamos essas ferramentas em mãos e construímos nossa resposta ao ruído: a etnomídia indígena.

Aprendemos o que funciona para os nossos diversos jeitos de contar histórias. Não temos medo da multiplicidade; a homogeneização é mais perigosa.

Múltiplos também são os nossos propósitos: comunicamos para trocar entre nós; para denunciar e informar aos não-indígenas; para preservar culturas, línguas, árvores em pé; para transformar e reconstruir.

Não somos aquela primeira imagem. Não precisamos de tutela, só de escuta atenta e disposição para deixar hábitos coloniais para trás. Aqui estão as nossas mensagens — Nhandê marandu. Somos protagonistas, autores, produtores e agentes.

E esse não é o começo da história, nem o fim.

Anápuàka Tupinambá, Julie Dorrico, Sandra Benites e Takumã Kuikuro

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