Multiple Means to Reforest Imaginaries
They made a portrait of you, but it doesn't look like you. You warned them, but no one listened. It was reproduced and spread everywhere. Now, they expect you to look like it.
This violence has been happening to Indigenous peoples since the colonizers named us based on a geographical error. They created a noise called "Indian." A noise that stifles our voices. They used alphabetic writing to belittle us; photography, to register us as objects of study; laws, to implement our tutelage.
We took these tools in hand and built our response to the noise: Indigenous ethnomedia.
We learned what works for our diverse ways of telling stories. We are not afraid of multiplicity; homogenization is more dangerous.
Multiple are also our purposes: we communicate to exchange among ourselves; to denounce and inform non-Indigenous people; to preserve cultures, languages, standing trees; to transform and rebuild.
We are not that first image. We don't need guardianship, just attentive listening and a willingness to leave colonial habits behind. Here are our messages — Nhandê marandu. We are protagonists, authors, producers, and agents.
And this is neither the beginning nor the end of the story.
Anápuàka Tupinambá, Julie Dorrico, Sandra Benites, and Takumã Kuikuro
Múltiplos meios para reflorestar imaginários
Fizeram um retrato seu, mas que não se parece com você. Você avisou, ninguém ouviu. Ele foi reproduzido e espalhado por todo lugar. Agora, esperam que você se pareça com ele.
Essa violência acontece com os povos indígenas desde que os colonizadores nos nomearam a partir de um erro geográfico. Criaram um ruído chamado “índio”. Um ruído que abafa nossas vozes. Usaram a escrita alfabética para nos inferiorizar; a fotografia, para nos registrar como objetos de estudo; as leis, para implementar nossa tutela.
Tomamos essas ferramentas em mãos e construímos nossa resposta ao ruído: a etnomídia indígena.
Aprendemos o que funciona para os nossos diversos jeitos de contar histórias. Não temos medo da multiplicidade; a homogeneização é mais perigosa.
Múltiplos também são os nossos propósitos: comunicamos para trocar entre nós; para denunciar e informar aos não-indígenas; para preservar culturas, línguas, árvores em pé; para transformar e reconstruir.
Não somos aquela primeira imagem. Não precisamos de tutela, só de escuta atenta e disposição para deixar hábitos coloniais para trás. Aqui estão as nossas mensagens — Nhandê marandu. Somos protagonistas, autores, produtores e agentes.
E esse não é o começo da história, nem o fim.
Anápuàka Tupinambá, Julie Dorrico, Sandra Benites e Takumã Kuikuro