ExhibitionEvent / Exposição Temporária

A city in the forest - Chourouk Hriech

2023-2023
Theme
External Link

General Info

Identifier
MDA.EXP.00047
Name
A city in the forest - Chourouk Hriech
A city in the forest - Chourouk Hriech
Chourouk Hriech Exhibition
Uma cidade na Floresta - Chourouk Hriech
Uma cidade na Floresta
Exposição Chourouk Hriech
Description
Chourouk Hriech presented a hybrid work, combining painting and drawing, revealing an aesthetic based on different cultural references and materials to create a sensitive unity. The artist's work blended mixed-media sculptures, acrylic on tiles, India ink, gouache, and digital photographic prints on cotton wallpaper and gouache on canvas. To compose the exhibition, the artist participated in the Cidade Floresta artistic residency in the last week of June 2023 at a studio in Casa Europa, where she created the pieces that were exhibited at the Museum of Tomorrow. The installation consisted of three canvases (190cm x 150cm) mounted on frames, in addition to a structure (200cm x 300cm) where an adhesive with an image of Copacabana was applied, from which a fabric with a negative photomontage will emerge, with eight photos taken by the artist during her first trip to the city in 2022. The artist also used ceramic birds, clay jars, and roof tiles. The exhibition was part of the Cidade Floresta 2023 project, carried out by the Goethe-Institut Rio de Janeiro with the Consulate General of France in Rio de Janeiro.
Chourouk Hriech trouxe uma obra híbrida, que combina pintura e desenho, e revela uma estética baseada em diferentes referências culturais e materiais para criar uma unidade sensível. O trabalho da artista mesclou esculturas em técnica mista, acrílico sobre azulejos, nanquim, guache e impressão fotográfica digital sobre papel de parede de algodão e guache sobre tela. Para compor a exposição, a artista participou da residência artística Cidade Floresta na última semana de junho de 2023 em ateliê na Casa Europa, onde criou as peças que foram exibidas no Museu do Amanhã. A instalação era composta por três telas (190cm x 150cm) montadas sobre chassis, além de uma estrutura (200cm x 300cm) onde foi aplicada um adesivo com a imagem de Copacabana, da qual sairá um tecido com uma fotomontagem em negativo, com oito fotos tiradas pela artista durante sua primeira viagem à cidade em 2022. A artista utilizou, ainda, pássaros de cerâmica, jarros de barro e telhas. A exposição fez parte do projeto Cidade Floresta 2023, realizado pelo Goethe-Institut Rio de Janeiro com o Consulado Geral da França no Rio de Janeiro.
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Artist's Text:

Letter to Visitors

I couldn't say how many skies I've flown through since my birth. My only certainty is that the idea of ​​clinging to clouds to better hold onto them has accompanied me since childhood. Last December was my first time in Rio de Janeiro, and I was amazed by the beauty of this incredible city. I never imagined that the city and the forest could be so interconnected. I love these paradoxical situations; I find them almost comforting because they are tangible proof that all forms exist in nature. In this in situ installation, I wanted to suspend this exceptional encounter during which I had only one desire: "to shout to the trees all my love for them and for life."

Then, like an arranged, poetic, traced path, I rewrote the intersecting forms in this moment of passion and visual and sensory frenzy. My greatest desire is to offer the viewer a narrative in which my words and images are the narrators through a collection of photos, paintings, drawings, and sculptures. I designed this installation as an environment with multiple scales and multiple visual entry points, where, whether you are small or large, adult or child, we can all freely engage with this practice of space. 3D forms coexist, such as vases (which I found in the city), tools and objects that traverse worlds, eras, and all civilizations, or birds (which also know all the journeys between worlds) of all origins and materials. All are painted white, as if to tie them to the same territory. Their presence is the guarantee of this oasis, and invites us on a stroll full of trinkets and undulations, in this temporary encampment of the Museum of Tomorrow. The photo of Copacabana, visible as a possible opening, and upon which emerges a wave of paper with drawings, born from the real and the phantasmagorical, is the first image I took on the first morning I woke up in Rio...

This photo is the starting point of the installation and the visual endpoint for visitors, like that river of trees and concrete that characterizes Rio. My work always seeks to bring peace and remind us how many unexpected beauties are hidden everywhere, like the "tile flowers" found in the jungle, for those who want to see them and be surprised again on the shaded paths of the 21st century. A city in the forest as a crossing, an invitation to give time to our emotions in dialogue with the sensitivity of what surrounds us, what we build and what builds us. A beautiful walk for you.

Chourouk Hriech

INSTITUTIONAL TEXT

OTHER IMAGINARIES ABOUT THE CITY

The Museum of Tomorrow, in partnership with the French Embassy in Brazil, presents the exhibition "A City in the Forest," by the Franco-Moroccan artist Chourouk Hriech. The installation, traversed by the artist's first contact with Rio de Janeiro, brings us closer to her sensitive research into the relationships between the natural landscape and a section of the city.

Through her work, the animal and plant kingdoms, architecture, and urban movements depict a fantastic and invented place. The artist's imagination leads us to reflect on what escapes the landscape that surrounds us. In what ways can we reforest imaginaries from the experience of urban life? Or, how can art and culture help us create desirable and sustainable spaces, full of life like forests?

Bruna Baffa

General Director of the Museum of Tomorrow

Ricardo Piquet

General Director of IDG


Texto da Artista:

Carta aos visitantes

Eu não poderia dizer por quantos céus voei desde o meu nascimento. Minha única certeza é que a ideia de me agarrar às nuvens para melhor retê-las me acompanha desde criança. Em dezembro passado foi minha primeira vez no Rio de Janeiro, e fiquei maravilhada com a beleza dessa cidade incrível. Nunca imaginei que a cidade e a floresta pudessem estar tão interligadas. Adoro essas situações paradoxais, acho-as quase reconfortantes porque são a prova tangível de que todas as formas estão na natureza. Nesta instalação in situ, quis suspender este encontro excepcional durante o qual tive apenas um desejo, “gritar às árvores todo o meu amor por elas e pela vida”.

Depois, como um caminho arranjado, poético, traçado, reescrevi as formas cruzadas neste momento de paixão e frenesi visual e sensorial. Meu maior desejo é oferecer ao espectador uma narrativa em que minhas falas e imagens sejam os narradores através de um conjunto de fotos, pinturas, desenhos e esculturas. Projetei esta instalação como um ambiente em múltiplas escalas e múltiplos pontos de entrada visual, onde, seja você pequeno ou grande, adulto ou criança, todos podemos nos entregar livremente a esta prática do espaço. Coexistem formas 3D, como vasos (que encontrei na cidade), ferramentas e objetos que atravessam mundos, épocas, e todas as civilizações, ou pássaros (que também conhecem todas as travessias de mundos) de todas as origens e materiais. Todos são pintados de branco, como que para amarrá-los ao mesmo território. Sua presença é a garantia deste oásis, e convida-nos a um passeio cheio de quinquilharias e ondulações, neste acampamento temporário do Museu do Amanhã. A foto de Copacabana visível como uma abertura possível, e sobre a qual surge uma onda de papel com desenhos, nascidos do real e do fantasmático, é a primeira imagem que fiz na primeira manhã em que acordei no Rio...

Esta foto é o ponto de partida da instalação e ponto final visual para os visitantes, como esse rio de árvores e concreto que caracteriza o Rio. Meu trabalho busca sempre trazer a paz e nos lembrar quantas belezas inesperadas se escondem por toda parte, como as “flores de azulejos” encontradas na selva, para quem quiser vê-las e se surpreender novamente nos caminhos sombreados do século XXI. Uma cidade na floresta como uma travessia, um convite a dar tempo às nossas emoções em diálogo com a sensibilidade do que nos rodeia, do que construímos e do que nos constrói. Um lindo passeio para você.

Chourouk Hriech

TEXTO INSTITUCIONAL

OUTROS IMAGINÁRIOS SOBRE A CIDADE

O Museu do Amanhã, em parceria com a Embaixada da França no Brasil, recebe a exposição Uma cidade na floresta, da artista franco-marroquina Chourouk Hriech. A instalação, atravessada pelo primeiro contato da artista com o Rio de Janeiro, nos aproxima de sua pesquisa sensível em torno das relações da paisagem natural e de um recorte da cidade.

Por meio de sua obra, os reinos animais e vegetais, a arquitetura e os movimentos urbanos desenham um lugar fantástico e inventado. A imaginação da artista nos conduz a refletir sobre o que escapa à paisagem que nos ronda. De que maneiras podemos reflorestar imaginários desde a experiência de vida urbana? Ou, ainda, como a arte e a cultura nos ajudam criar espaços desejáveis e sustentáveis, cheios de vida como as florestas?

Bruna Baffa

Diretora Geral do Museu do Amanhã

Ricardo Piquet

Diretor Geral do IDG

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