Description
The Innovation area of the Museum of Tomorrow has gained another space, in addition to the Activities Laboratory: an exhibition-based shared space. This space is dedicated to innovation as a living, sensitive, and collective experience.
Inspired by the vitality and symbolic power of the terreiro (a sacred space in Afro-Brazilian religions), the laboratory invites the public to rethink the very meaning of innovation. Instead of a cold technology, it proposes a rooted, welcoming connection. Instead of an abstract future, it offers common ground. Innovation happens in shared gestures, in the articulation between art, science, memory, and imagination, nourished by the encounter between diverse bodies, knowledge, and territories.
The area is organized into four symbolic zones:
Earth
The Earth Zone invites reconnection with our origins and with the territories that shape who we are. Here, the earth is a living organism, a source of innovation and guardian of knowledge linked to the cycles of nature.
The installation “Where there is emptiness and nothingness, other unknown, invisible forces act — naturally,” by Negalê Jones, creates a sensory and symbolic experience. Made of cast iron — extracted from the subsoil and shaped by fire — the work represents the earth's power to create forms, memories, and futures. Metallic towers with Adinkra symbols mark the space, activate sounds, and, with the flow of air, reveal a living landscape where the invisible takes shape.
Water
The Water Zone is a space where innovation flows like a living river. Here, traditional knowledge and science meet, creating sustainable paths guided by the intelligence of nature.
In the documentary-game Atuel, a dream-river opens and leads you through liquid landscapes of memory and imagination, inspired by the Atuel River Valley in Argentina. In this surreal journey, nature communicates in other languages: winds tell stories, stones hold memories, and water — always in motion — reveals its purpose within the community.
Air
The Air Zone is a space for creation and contemplation, where different worldviews and technologies meet like winds in balance. Air connects the natural to the artificial—it is an invisible force that circulates, traverses, and transforms everything around it.
In Nina da Hora's installation "Winds that Tell Stories," the wind takes on form and language. An interactive LED tree reacts to touch and movement, inviting the public to feel the air as a living entity, laden with memories, messages, and ancestry.
Fire
The Fire Zone is a space for exchange and transformation, an invitation to our audience for conversation circles, debates, and exchanges with purpose and movement; it is an invitation to reinvention and the creation of new worlds. In Yawanawá cosmology, fire demands respect and intention—it is not lit without permission. It is a central force that organizes and propels the discussions and ideas that warm life in society. It is a pulsating flame that connects times, territories, and histories in a single flow.
Website: https://museudoamanha.org.br/projetos/1345/espaco-de-inovacao
A área de Inovação do Museu do Amanhã ganhou mais um espaço, além do Laboratório de Atividades: um espaço de convivência expositivo. O espaço dedicado à inovação como experiência viva, sensível e coletiva.
Inspirado pela vitalidade e pela potência simbólica do terreiro, o laboratório convida o público a repensar o próprio sentido de inovar. Em vez de uma tecnologia fria, propõe a conexão raiz, acolhedora. Em vez de um futuro abstrato, oferece o chão comum. A inovação acontece no gesto partilhado, na articulação entre arte, ciência, memória e imaginação, alimentada pelo encontro entre corpos, saberes e territórios diversos.
A área se organiza em quatro zonas simbólicas:
Terra
A Zona Terra convida à reconexão com nossas origens e com os territórios que formam quem somos. Aqui, a terra é um organismo vivo, fonte de inovação e guardiã de saberes ligados aos ciclos da natureza.
A instalação “Onde há vazio e nada, agem outras forças desconhecidas, invisíveis — naturalmente”, de Negalê Jones, cria uma experiência sensorial e simbólica. Feita em ferro fundido — extraído do subsolo e moldado pelo fogo —, a obra representa a força da terra em criar formas, memórias e futuros. Torres metálicas com símbolos Adinkra marcam o espaço, ativam sons e, com o fluxo de ar, revelam uma paisagem viva onde o invisível ganha forma.
Água
A Zona Água é um espaço onde a inovação flui como um rio vivo. Aqui, saberes tradicionais e ciência se encontram, criando caminhos sustentáveis guiados pela inteligência da natureza.
No jogo-documentário Atuel, um rio-sonho se abre e te conduz por paisagens líquidas da memória e da imaginação, inspiradas no Vale do Rio Atuel, na Argentina. Nessa jornada surreal, a natureza se comunica em outras línguas: ventos contam histórias, pedras guardam lembranças e a água — sempre em movimento — revela seu propósito junto à comunidade.
Ar
A Zona Ar é um espaço de criação e contemplação, onde diferentes visões de mundo e tecnologias se encontram como ventos em equilíbrio. O ar conecta o natural ao artificial — é uma força invisível que circula, atravessa e transforma tudo ao seu redor.
Na instalação “Ventos que Contam”, de Nina da Hora, o vento ganha forma e linguagem. Uma árvore de LED interativa reage ao toque e ao movimento, convidando o público a sentir o ar como uma entidade viva, carregada de memórias, mensagens e ancestralidade.
Fogo
A Zona Fogo é um espaço de troca e transformação, um convite ao nosso público para roda de conversas, debates e trocas com propósitos e movimento, é convite à reinvenção e à criação de novos mundos. Na cosmologia Yawanawá, o fogo exige respeito e intenção — não se acende sem permissão. Ele é força central, que organiza e impulsiona as discussões e ideias que aquecem a vida em sociedade. É uma chama pulsante que conecta tempos, territórios e histórias em um único fluxo.
Site: https://museudoamanha.org.br/projetos/1345/espaco-de-inovacao