Descrição
O árduo trabalho de cientistas na busca por soluções que podem salvar vidas muitas vezes pode parecer impenetrável, ou de difícil acesso para a maioria da população. Mas a exposição “Mundos Invisíveis – Mostra de Arte Científica Brasileira”, que o Museu do Amanhã e a Artbio inauguraram, em 26 de setembro, provou que essa barreira pode ser rompida pela arte.
O monumental universo microscópico, invisível a olho nu, foi apresentado em 24 obras, com arranjos, padrões, volumes, formas e cores de forte apelo estético. Diversas técnicas foram utilizadas para criar as telas, como a microscopia eletrônica de varredura, que consegue fazer ampliações de até 300 mil vezes com boa resolução. A exposição ficou em cartaz até 7 de janeiro de 2018.
O resultado foi uma surpreendente radiografia de nosso universo interior: um fígado, que mais se parece com uma árvore; uma concentração de células, que lembram um jardim asiático; ou partículas de substâncias químicas, que remetem ao formato de uma flor.
Esses documentos técnicos, de grande importância para o desenvolvimento da ciência, podem ser considerados autênticas expressões artísticas contemporâneas, com poder de criar imediata conexão com a sociedade", diz De Aquino, um dos coordenadores da ArtBio, um coletivo multidisciplinar cujo objetivo é celebrar a ciência e a arte como instrumentos de transformação.
Com “Mundos Invisíveis”, o Museu do Amanhã reitera seu compromisso de levar a ciência ao grande público, traduzindo, explicando, tornando o assunto coisa “de todo mundo”. O Museu e a Artbio entendem que compartilhar o valor estético e educativo dessas obras é reconhecer a importância dos trabalhos em curso nos laboratórios do Brasil, potencializar o debate científico e instigar novos talentos.
"Com essa exposição, o Museu também homenageia o trabalho científico feito em importantes instituições brasileiras, que enfrentam muitas vezes recursos escassos e enormes dificuldades", afirma Leonardo Menezes, ex-gerente de Exposições do Museu do Amanhã.
Parte do acervo da Artbio está disponível no site na Open Gallery do Google Cultural Institute, tendo alcançado mais de 150.000 visualizações de 120 países.
The arduous work of scientists in the search for solutions that can save lives can often seem impenetrable, or difficult for most of the population to access. But the exhibition “Invisible Worlds – Exhibition of Brazilian Scientific Art,” which the Museum of Tomorrow and Artbio inaugurated on September 26th, proved that this barrier can be broken through art.
The monumental microscopic universe, invisible to the naked eye, was presented in 24 works, with arrangements, patterns, volumes, shapes, and colors of strong aesthetic appeal. Various techniques were used to create the canvases, such as scanning electron microscopy, which can achieve magnifications of up to 300,000 times with good resolution. The exhibition ran until January 7, 2018.
The result was a surprising radiography of our inner universe: a liver that looks more like a tree; a concentration of cells that resemble an Asian garden; or particles of chemical substances that resemble the shape of a flower.
These technical documents, of great importance to the development of science, can be considered authentic contemporary artistic expressions, with the power to create an immediate connection with society,” says De Aquino, one of the coordinators of ArtBio, a multidisciplinary collective whose objective is to celebrate science and art as instruments of transformation.
With “Invisible Worlds,” the Museum of Tomorrow reiterates its commitment to bringing science to the general public, translating, explaining, and making the subject something “for everyone.” The Museum and ArtBio understand that sharing the aesthetic and educational value of these works is to recognize the importance of ongoing work in laboratories in Brazil, to enhance scientific debate, and to encourage new talent.
“With this exhibition, the Museum also honors the scientific work done in important Brazilian institutions, which often face scarce resources and enormous difficulties,” says Leonardo Menezes, former Exhibitions Manager of the Museum of Tomorrow.
Part of the ArtBio collection is available on the Google Cultural Institute's Open Gallery website, having reached more than 150,000 views. 120 countries.